sábado, 22 de junho de 2013

Relatório de visita ao Estúdio Galeria Mamute

- Data da Visita -
18 de maio de 2013.

- Dados do Espaço -
Nome: Estúdio Galeria Mamute
Endereço: Rua Caldas Júnior, 375, Centro Histórico, Porto Alegre/RS
Tipo de instituição: Espaço de arte destinado à criação, produção e circulação da tecnologia digital, com ênfase na imagem-movimento.

- Estrutura Física -
Localiza-se no Centro Histórico de Porto Alegre, em um espaço tombado pelo patrimônio histórico da cidade, com arquitetura de estilo eclético, mesclando elementos neoclássicos, barroco e Art Nouveau. Antigo prédio onde morava uma família, construído em 1925.

- Pessoal -
São 4 pessoas envolvidas diretamente com as atividades, Niura Borges, seus 2 filhos e Leocádia Costa.

- Atividades desenvolvidas -
Promove a exposição de video-arte, mostras audiovisuais, cursos, palestras, intercâmbio e residência artística. O espaço foi criado para representar um local de discussão, prática e exposição das artes. Trata-se da primeira galeria direcionada para as novas tecnologias na arte.

- Profissional que guiou a visita -
Niura Mariza Oliveira da Silva Borges, diretora da galeria. Mestre em Artes Visuais Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, UFRGS (2008); Especialista em Poéticas Visuais: Gravura, Fotografia e Imagem Digital - FEEVALE, Novo Hamburgo, RS (2004); Especialista em Psicopedagogia CEP/ Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, RJ. Pesquisadora CNPQ Interartes: Processos e Sistemas Inter-artísticos e Estudos de Performance, Linguagem Visual, Sonora e Audiovisual, UFG/GO; Pesquisadora Imagem Escultura do Tempo, Instituto de Artes/UFRGS. Atua nas áreas da Arte e tecnologia, video-arte, audiovisual documental, experimental e performance.

- Assuntos abordados pelo profissional -
Ao chegarmos no prédio histórico onde está situado o estúdio, fomos recebidos com a proposta de exibição de um vídeo integrante da amostra que ocorria na ocasião: "Entre Sensíveis Pixels. Espaço - Tempo - Agora". Tratava-se de uma gravação feita dentro do mundo tridimensional virtual da plataforma Second Life, por Gabriel Mascaro, chamado As Aventuras de Paulo Bruscky (2010).
Após a exposição do vídeo, a turma teve um momento para conversar, ouvir e fazer perguntas à Niura Borges.
Niura resolveu abrir o Estúdio Galeria Mamute para proporcionar um lugar que desse espaço para a produção artística de imagem e tecnologia, primeira galeria a trabalhar com video-arte no Brasil. A fim de viabilizar sua idéia, buscou e obteve parcerias e apoios institucionais do Santander Cultural, GBOEX e Núcleo de vídeo do RS. Além, a galeria também comercializa obras, recebe investimentos e doações.
A diretora explicou que o processo de entrada de uma obra no espaço da galeria se dá da seguinte maneira:
1 - Artista entra em contato;
2 - Estúdio solicita portfolio;
3 - Estúdio analisa consistência das obras, se há algum investimento em pesquisa..
4 - Artista deve contribuir com uma obra, curso, palestra…
5 - Estúdio fornece espaço e curadoria.

- Fontes -
Anotações feitas durante a visita.
Site do Estúdio Galeria Mamute: http://www.galeriamamute.com.br/#!sobre/c161y
Site pessoal da Niura Borges: http://www.niuraborges.com.br/

Acessados em 22 de junho de 2013.

Relatório de visita à Bolsa de Arte de Porto Alegre

- Data da Visita -
8 de junho de 2013.

- Dados do Espaço -
Nome: Bolsa de Arte de Porto Alegre
Endereço: Rua Visconde de Rio Branco, 365, Floresta, Porto Alegre/RS
Tipo de instituição: Galeria de arte que promove a exposição e, principalmente, a comercialização de trabalhos de um grupo selecionado de artistas. Bem como disponibiliza consultoria para colocação e posicionamento de obras adquiridas por seus clientes.

- Estrutura Física -
A sede da Bolsa de Arte, com mais de 800 metros quadrados, conta com 2 pavimentos dispostos verticalmente. O primeiro é composto por hall de entrada, recepção, 2 galerias, acervo, cozinha, depósito e um jardim aos fundos. O pavimento superior possui mais 2 galerias, escritório e depósito.

- Pessoal -
Diretores:
Marga Pasquali e Egon Kroeff. 

Artistas Agenciados pela Bolsa de Arte atualmente:
Ana Michaelis
André Lichtenberg
Angelo Venosa
Begoña Egurbide
Carlos Pasquetti
Carlos Vergara
Clarissa Cestari
Clovis Dariano
Cristina Canale
Denise Gadelha
Eduardo Haesbaert
Fernando Ribeiro
Francisco Faria
Gabriela Machado
Gelson Radaelli
Hugo França
Jorge Menna Barreto
José Bechara
Leopoldo Plentz
Luiz Carlos Felizardo
Luiz Felkl
Marcos Chaves
Maria Tomaselli
Marina Camargo
Nelson Leirner
Nelson Wilbert
Patricio Farías
Regina Silveira
Saint Clair Cemin
Shirley Paes Leme
Teresa Poester
Valdir Cruz
Vera Chaves Barcellos

- Atividades desenvolvidas -
A Bolsa de Arte trabalha com arte contemporânea, representando artistas significativos do mercado brasileiro (listados anteriormente) e lançando novos talentos. A galeria realiza exposições e participa ativamente de feiras no Brasil e no exterior.

- Profissional que guiou a visita -
Marga Pasquali, diretora da Bolsa de Arte.

- Assuntos abordados pelo profissional -
Marga Pasquali nos recebeu com expressos no pavimento superior da Bolsa de Arte, mesa redonda no centro de uma das galerias.
A diretora deu atenção em sua fala aos aspectos financeiros e comerciais que envolvem a Bolsa de Arte, enfatizando que o lugar funciona de fato como uma loja. Entre as atividades estão a participação em 4 feiras de arte por ano, 2 no Brasil e 2 no exterior, a consultoria para colocação e posicionamento de obras vendidas e participação em fundos de investimento em arte, e.g. Brazilian Gold Fund.
Sobre a importação de trabalhos, Marga destacou que os impostos são um grande empecilho, 48%. Com isso, o jeito é pedir ao artista ou outra pessoa que venha ao Brasil com a obra debaixo do braço.
A diretora também comentou sobre o caráter de agência de artistas que a Bolsa de Arte incorpora, representando um grupo de 30 artistas bem como, eventualmente, apostando em novos talentos. Contudo, definiu como anti-profissional o artista que apenas usa a galeria apenas para exposição.

- Fontes -
Anotações feitas durante a visita.
Site da Bolsa de Arte de Porto Alegre: http://www.bolsadearte.com.br
Acessado em 22 de junho de 2013.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Confissões de Agostinho de Hipona

Em Confissões, Agostinho de Hipona se dirige a Deus de forma penitente, lamentando-se por pensamentos e práticas incompatíveis com os ensinamentos cristãos que ele havia praticado quando jovem. No início, o santo fala com arrependimento sobre as libertinagens de sua adolescência. O futuro patriarca da Igreja era afeiçoado aos prazeres carnais:
"Era para mim mais doce amar e ser amado, se podia gozar do corpo da pessoa amada. Deste modo, manchava com torpe concupiscência aquela fonte de amizade."

Além do sexo ser central para um relacionamento amoroso, para Agostinho, tais interações também estavam inexoravelmente ligadas a sentimentos negativos, as "esbraseantes varas do ciúme, das suspeitas, dos temores, dos ódios e das contendas".

Outra de suas falhas é o prazer dramático, manifestado através de compaixão como espectador de peças teatrais onde os personagens passavam por infortúnios na vida. Para Agostinho, a demonstração de tal compaixão era sinal de prazer e satisfação em testemunhar a desgraça alheia, ou até o desejo subconsciente de que tais infelicidades também o acometessem.
"Mas eu, miserável, gostava então de me condoer, e buscava motivos de dor. Só me agradava e me atraía com veemência a ação do ator quando, num infortúnio alheio, fictício e cômico, me borbulhavam nos olhos as lágrimas. Que admira pois que eu, infeliz ovelha desgarrada do vosso rebanho e renitente à vossa guarda, me afeiasse com ronha hedionda?"
Por fim, antes de começar a relatar sua aproximação de Deus, Agostinho revela seus estudos de retórica quando na idade de 19 anos, prática condenada por ele, classificada como uma espécie de "arte da mentira". Naturalmente, ele sente-se mal por um dia ter se orgulhado pelo fato de nessa época estar em um círculo social onde a retórica era um distintivo de elegância.
"Os estudos a que me entregava, e que se apelidavam de honestos, davam entrada para o foro dos litígios, onde me deveria distinguir tanto mais honrosamente quanto mais hábil fosse a mentira. Quão grande é a cegueira dos homens que até da cegueira se gloriam ! Já naquele tempo era o primeiro da escola de retórica, coisa que me alegrava soberbamente e me fazia inchar de vaidade."

terça-feira, 28 de maio de 2013

Péricles e Fábio Máximo, por Plutarco

O paralelo entre as trajetórias de Péricles e Fábio Máximo traçado por Plutarco é válido quando consideramos os papéis que ambos assumiram perante seus povos. Contudo, as origens e personalidade de um e outro são pouco compatíveis.

Péricles é de linhagem nobre: "era da tribo acamântida, do demo de Colarges, de uma casa e de uma família ilustre tanto pelo lado paterno quanto materno." recebeu refinada educação: aprendeu música com Damão (ou Pitóclides, segundo Aristóteles); acompanhou cursos de Zenão de Eléia e teve como principal mestre Anaxágoras, filósofo pré-socrático que "lhe comunicou altivez e a gravidade tão pesadas para o chefe de uma democracia; que, numa palavra, elevou e exaltou a dignidade de seu caráter".
Péricles e sua cabeçorra
Fábio Máximo tem origem menos pomposa que Péricles: "Diz-se que uma ninfa, após deitar com Héracles à margem do Tibre, deu ao mundo Fábio…". Além disso, aparentemente não teve instrução de sábios conhecidos, pois priorizou o exercício físico, preparando o corpo para torná-lo uma arma militar natural. Mas também praticou a arte da palavra como instrumento de persuasão inteiramente adaptado a sua maneira de viver. Porém, isso não significa que seu modo de falar era rebuscado como o de Péricles: "Não havia em seu discurso nem ornamentos trabalhados nem graças vazias, nada que evocasse a eloquência judiciária: em sua boca, a razão assumia um tom muito particular e uma profundeza notável"Já Péricles era visto por muitos como uma pessoa esnobe em sua forma de expressar-se verbalmente: "O Poeta Ião afirma que Péricles, em sociedade, era arrogante e soberbo, misturando-se-lhe ao ar pomposo muito de desdém e desprezo pelos outros."
Fábio Máximo pronto pra uma partida de quadribol
Tendo em vista estas divergências de origem e personalidade, que são marcantes, poderíamos julgar pouco razoável a comparação feita por Plutarco. Entretanto, ambos foram grandes líderes amados por seus povos e vencedores de muitas batalhas, mesmo que em contextos inteiramente diferentes. Já que Péricles assumiu uma Atenas rica e próspera, ao passo que Fábio Máximo esteve à frente de Roma em um período de muitas dificuldades.

domingo, 19 de maio de 2013

Relatório de visita ao Studio Clio

- Data da Visita -
4 de maio de 2013.

- Dados do Espaço -
Nome: Studio Clio Instituto de Arte & Humanismo
Endereço: Rua José do Patrocínio, 698, Cidade Baixa, Porto Alegre/RS
Tipo de instituição: Segundo Francisco Marshall, curador cultural do instituto, não há um termo formal que define o tipo de instituição no qual o StudioClio se enquadra, apesar de alguns confundirem com uma casa do saber. No site da instituição o lugar é referenciado como "espaço para experiências de conhecimento e imaginação".

- Estrutura Física -
O instituto fica em um prédio construído em 1924 e reformado em 2004/2005. A construção dispõe de auditório, café, mezanino e microgaleria.

- Pessoal -
Atualmente a equipe responsável pelo funcionamento do instituto é composta da seguinte forma:

Curador cultural - Francisco Marshall
Curador adjunto - Tiago Halewicz
Sócio-gerente - Otávio Marshall
Atendimento - Bruno Lentz e Natasha Piva
Segurança - Davi da Silva Rodrigues
Contra-regra - Mateus Vieira
Assessoria de comunicação - Núcleo Hermes de Comunicação
Designer gráfico - Victoria Campello
Produção - Fátima Costa

- Atividades desenvolvidas -
O instituto propõe atividades transdisciplinares que abordam diferentes conteúdos da história cultural e universal. Sua programação integra a arqueologia, as artes visuais, o cinema, a dramaturgia, a filosofia, a gastronomia, a história, a literatura, a moda e a música, dentre outros campos científicos, em atividades expressas de diversas formas.

- Profissional que guiou a visita -
Francisco Marshall, curador cultural do instituto. Responsável pela concepção da programação científica e cultural. Licenciado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1988) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1996), Francisco Marshall realizou pós-doutorado na Princeton University (NJ, EUA, 1998), como bolsista Capes-Fulbright, convidado de Peter Brown, e na Ruprecht-Karls-Universität Heidelberg (Alemanha, 2008-9), como bolsista da Fundação Alexander von Humboldt. É professor associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atuando no Depto. e PPG História (IFCH) e no PPG Artes Visuais (IA). Tem experiência nas áreas de História e de Arqueologia Clássica, com ênfase em História Antiga e Medieval, atuando principalmente em história antiga, arqueologia clássica, museologia, iconologia, estudos do imaginário e história da cultura.

- Assuntos abordados pelo profissional -
Francisco Marshall falou sobre a história e formação do StudioClio, fundado em 20 de setembro de 2005 por seu irmão e ele, com capital majoritariamente advindo de herança deixada pelo avô (cerca de 1 milhão e meio de dólares). 

Segundo Marshall, o instituto desempenha o papel de um "fármaco intelectual cultural pós-freudiano", com a pretensão de ser um espaço que que é "tudo ao mesmo tempo", integrando atividades transdisciplinares de arte e humanísticas, em diversas formas de expressão. "Único lugar assim no mundo". Para ele, a transdisciplinaridade é uma maneira de curar a fragmentação da vida contemporânea.

Marshall destacou que um dos papéis do instituto é pensar na memória cultural e representá-la de modo estético, a fim de criar indexadores culturais nos indivíduos, de forma didática. Para isso, o studio conta com um auditório multimodal com infraestrutura de cinema digital, onde são apresentadas apenas imagens em altíssima resolução e bem contextualizadas. Este auditório também pode tornar-se uma sala de concertos, uma sala de banquetes, uma sala de aula com recursos audiovisuais ou um clube de jazz ideal para instrumentos acústicos.

- Fontes -
Anotações feitas durante a visita;
Site do Studio Clio: http://www.studioclio.com.br/
Currículo Lattes do profissional que guiou a visita: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4763606A0
Acessados em 19 de maio de 2013.

terça-feira, 14 de maio de 2013

As Troianas

Hécuba e Andrômaca são troianas sobreviventes da guerra de Troia contra os gregos, que pilharam a cidade e mataram os homens que em vão tentaram a defender. Hécuba é esposa de Príamo, mãe de Polixena, Cassandra e Heitor que, em vida, era casado com Andrômaca.

Cassandra, filha de Hécuba
A história criada por Eurípedes acontece nos limites da cidade destruída de Troia, ao final da guerra. Hécuba e Andrômaca estão passando por profunda tristeza: Como se não bastasse o luto causado pela morte de seus amados (Polixena e Heitor), as troianas estão sendo vendidas como escravas, servas e concubinas para senhores gregos, vitoriosos na guerra.

Hécuba é uma mulher em idade mais avançada que Andrômaca e, aparentemente, esta maior experiência é traduzida em um pouco de lucidez mesmo em meio a tantas lamentações:
"Isto já não é mais Troia, nem somos a família real de Troia. A fortuna varia; sê brava. Navega com a corrente, navega com o vento do destino. Não enfrentes com o navio da vida os vagalhões do infortúnio. Ah! Eu choro. E por que não poderei chorar em minha desgraça? Perdi minha pátria, meus filhos, meu marido. Ó nobreza, com o teu orgulho espezinhado, nada queres dizer, afinal de contas."
Podemos observar que Hécuba, mesmo sofrendo com as desgraças que a aflige, ainda consegue manter algum poder de discernimento, revelando até uma espécie de otimismo. Enquanto Andrômaca, ainda muito apegada ao finado esposo ("...se eu esquecer de meu querido Heitor e abrir meu coração ao meu senhor atual, perecerei trair os mortos.") e a seus valores morais, que a tiram quaisquer perspectivas pessoais de voltar a ter uma vida "normal" ("...abomino a mulher que se casa de novo e se esquece de seu primeiro marido nos braços do segundo.).

Nestes diferentes modos de lidar com o infortúnio reside a grande diferença entre as duas. Para Andrômaca, a desgraça é tão definitiva que não há mais motivos para continuar vivendo, enquanto Hécuba ainda alimenta  alguma confiança, como podemos observar em um trecho de um de seus diálogos:
ANDRÔMACA: Ela (Polixena) morreu como morreu. E, no entanto, na morte é mais feliz do que eu, que vivo.
HÉCUBA: A morte e a vida não são a mesma coisa, minha filha. A morte é o nada; na vida há esperança.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A mudança de fortuna de Creso, relatada por Heródoto

De acordo com os relatos de Heródoto, Creso, rei da Lídia, vive uma profunda mudança de fortuna durante sua vida. Inicialmente ele está em seu apogeu, gozando de enormes riquezas em ouro e prata. Com um filho jovem que demonstra habilidades que estão acima das demonstradas por outros homens de sua idade. Além de boas relações com outras regiões, sobretudo Delfos.
Creso (Claude Vignon, 1629)
Contudo, ao final da narrativa, Creso é despojado de suas riquezas e exército ao ser derrotado em batalha contra a Pérsia, liderada por Ciro, que passa a dominar a Lídia. Além disso, Creso também perde seu filho Átis, citado anteriormente. Após estes episódios trágicos, Creso quase é queimado na fogueira por Ciro, que acaba demonstrando compaixão e clama a Apolo que apague o fogo. O pedido é atendido e Creso sobrevive, servindo a Ciro como conselheiro a partir de então.

Para Heródoto, a mudança de fortuna de Creso se deve às sucessivas interpretações arrogantes que ele fez de predições de Apolo. O deus disse-lhe que se fizesse guerra aos Persas, um gande império seria destruído. No entanto Creso não o questionou novamente a fim de saber qual império estava sendo referido e travou guerra contra Ciro, sendo derrotado.